O presidente da Câmara,
Eduardo Cunha, informou nesta quarta-feira (2) que autorizou a abertura
do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista
afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam
aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado
pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
"Quanto ao pedido mais comentado por
vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição
de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente
mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse Cunha em
entrevista coletiva na Câmara.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que a
bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do
processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia,
Cunha passou a consultar aliados sobre a possibilidade de abrir o
processo de impeachment da presidente da República. Na tarde desta
quarta, o peemedebista tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados
de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD.
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