Um
“racha” entre facções das cidades de Campo Maior e Esperantina dentro
da Penitenciária Luiz Gonzaga Rebelo, tem preocupado o presidente dos
Simpoljuspi, José Roberto Pereira e os familiares dos detentos.
Na
ânsia de mostrar poder dentro do presídio, rivais criaram grupos de
extermínio intitulados como PCM (Primeiro Comando de Campo Maior) e PCE
(Primeiro Comando de Esperantina), que resultou na morte do jovem
Juliano dos Santos Melo, de 25 anos, morto com várias perfurações
durante o banho de sol na penitênciaria de Esperantina.
“O
PCM havia tentado matar um do PCE semana passada e o PCE se vingou
matando o Juliano, que é de Piracuruca, mas aliado dos presos de Campo
Maior. Eles usaram vergalhões retirados da estrutura do presídio e por
pouco não houve um banho de sangue entre eles pois há muitos presos
armados. Os agentes conseguiram trancar todos e agora eles devem
permanecer assim para evitar uma tragédia”, alertou o presidente do
sindicato
O
crime aconteceu na cela 5 do pavilhão B, ocupado por 80 presos.
Atualmente a penitenciária tem 300 internos e segundo Kleyton Holanda,
diretor do Sinpoljuspi, a situação caótica já foi alertada à Secretaria,
que não tem como transferir os detentos, por conta da superlotação dos
presídios do sistema.
“Já
avisamos para a secretaria a situação caótica, mas não tem como
transferir porque está tudo lotado. Aquele lugar é uma bomba relógio e
isso é só o início de tragédias anunciadas. Já pedimos reforço pelo
menos nas guaritas para agirmos com segurança, mas não tivemos nada. São
apenas quatro agentes de plantão para conter todos os presos e por
pouco eles conseguiram, mesmo sem nada, trancar todos”, declarou
Kleyton.
Com
os presos trancados, o clima de tensão aumenta e Kleyton reforça que o
estado é de alerta. “A situação é de alerta geral em todas as unidades e
é só o início do que pode acontecer”, concluiu.
Fonte: Com informações Cidade Verde / Edição: "De Olho"
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