09:00
26 de Outubro de 2015
A motorista que atropelou e
matou dois homens que pintavam a ciclofaixa de uma avenida na Zona Norte
de São Paulo, no dia 18, "dava muita risada" logo após o atropelamento,
segundo testemunha ouvida pelo Fantástico. A administradora Juliana
Cristina da Silva, de 28 anos, fugiu do local após atropelar Raimundo
Barbosa dos Santos, de 38 anos, e José Airton de Andrade, de 53. Os dois
morreram na hora. A motorista bateu o carro logo em seguida, cerca de
700 metros à frente. Ela deu ré, fugiu e foi alcançada por um rapaz e
mais duas pessoas.
"Ela dava risada. Dava muita risada.
Parecia que tava sendo engraçado", disse Bruna Vitória Nunes, que
alcançou a motorista após o acidente. Juliana foi presa em flagrante.
Ela pagou fiança e deixou a cadeia. Vai responder em liberdade.
"Ela saiu meio grogue. Saiu como um gatinho do carro, como se não tivesse feito nada", disse Artur Henrique Freixo, que também participou da perseguição à motorista.
Bruna relata que após bater o carro, Juliana disse: "Acabei de atropelar dois caras". Ela seguiu adiante com o carro amassado e parou em um cruzamento, buzinando para o veículo à frente que estava parado no semáforo. "Ficou uns 30 segundos buzinando pra querer ultrapassar meu carro pra abrir... passar o farol vermelho", disse Artur. Foi então que mais adiante ele conseguiu alcançar o carro de Juliana. Gabriel e Bruna vieram logo a seguir. Eles tiraram a chave do contato para a motorista não fugir mais.
"Ela saiu meio grogue. Saiu como um gatinho do carro, como se não tivesse feito nada", disse Artur Henrique Freixo, que também participou da perseguição à motorista.
Bruna relata que após bater o carro, Juliana disse: "Acabei de atropelar dois caras". Ela seguiu adiante com o carro amassado e parou em um cruzamento, buzinando para o veículo à frente que estava parado no semáforo. "Ficou uns 30 segundos buzinando pra querer ultrapassar meu carro pra abrir... passar o farol vermelho", disse Artur. Foi então que mais adiante ele conseguiu alcançar o carro de Juliana. Gabriel e Bruna vieram logo a seguir. Eles tiraram a chave do contato para a motorista não fugir mais.
Na ocasião do acidente, Juliana foi
submetida ao exame de etilometria pela polícia e apresentou resultado de
0,85 miligrama por litro de ar – quase três vezes o limite para se
configurar o crime de embriaguez ao volante, que é de 0,34 mg/l. Juliana
foi autuada em flagrante por homicídio culposo, lesão corporal e fuga
sem prestar socorro.
Juliana foi presa e encaminhada ao 89º DP. Na terça-feira (20) ela pagou fiança de 20 salários mínimos (cerca de R$ 15 mil) e foi liberada. Ela vai responder ao processo em liberdade. A decisão que permitirá à motorista responder o processo em liberdade foi do juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais. Ela determina, além da fiança, que a motorista entregará a carteira de habilitação e deverá comunicar à Justiça caso fique ausente da cidade por mais de 30 dias. O Ministério Público recorreu da decisão.
Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.
Juliana foi presa e encaminhada ao 89º DP. Na terça-feira (20) ela pagou fiança de 20 salários mínimos (cerca de R$ 15 mil) e foi liberada. Ela vai responder ao processo em liberdade. A decisão que permitirá à motorista responder o processo em liberdade foi do juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais. Ela determina, além da fiança, que a motorista entregará a carteira de habilitação e deverá comunicar à Justiça caso fique ausente da cidade por mais de 30 dias. O Ministério Público recorreu da decisão.
Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.
Raimundo Barbosa dos Santos, de 38 anos,
chegou a São Paulo há 19 anos em busca de uma vida melhor. Ele vivia na
Brasilândia, na Zona Norte, com a mulher e quatro filhos.
"Tudo de um pai bom, maravilhoso, ele é. E foi acontecer essa tragédia hoje de madrugada, com essa bêbada. Acabou com a minha vida e com os meus filhos", disse a viúva de Raimundo, Sila Cavalcante de Souza. Ela foi ao 89º DP na manhã desta terça-feira para acompanhar a saída da mulher da delegacia.
"Tudo de um pai bom, maravilhoso, ele é. E foi acontecer essa tragédia hoje de madrugada, com essa bêbada. Acabou com a minha vida e com os meus filhos", disse a viúva de Raimundo, Sila Cavalcante de Souza. Ela foi ao 89º DP na manhã desta terça-feira para acompanhar a saída da mulher da delegacia.
Viúva de Raimundo esteve em delegacia na manhã desta terça-feira (Foto: Will Soares/G1)
José Airton morava em Francisco Morato,
na Grande São Paulo, e tinha dois filhos. Um vizinho do operário mostrou
indignação com a morte. "Eu quero que esta pessoa seja punida no rigor
da lei para isso não voltar a acontecer com outros pais de famílias",
disse Carlos Eduardo Cajaraville.
Um familiar do operário Raimundo Barbosa dos Santos também compareceu
na manhã desta terça-feira ao 89º Distrito Policial. O pedreiro Manoel
Ferreira da Silva, de 42 anos, é primo de Raimundo e, como mora na
favela Paraisópolis, próximo ao DP, resolveu passar na delegacia para
saber o horário em que a motorista seria solta. "Eu vim só para ver o
rosto dela. A justiça quem dá é Deus. Se eu pudesse, queria saber dela,
se ela fosse mãe de família, se acharia bom alguém matar o filho dela",
afirmou.
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